Do Ártico à Antártica: ciência brasileira presente no debate global sobre o clima
- Centro Polar e Climático

- há 2 dias
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Professor Jefferson Cardia Simões, da UFRGS, representa o país em encontro estratégico que discute os rumos da pesquisa polar e seus impactos diretos no Brasil
O Brasil estará representado em uma das principais arenas globais de discussão sobre mudanças climáticas e regiões polares. Entre os dias 25 e 27 de fevereiro, o professor Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), participa do Polar Symposium 2026 – From Arctic to Antarctic, em Mônaco, evento que reúne cientistas, formuladores de políticas públicas, representantes indígenas e lideranças internacionais para debater os impactos globais das transformações em curso nos polos do planeta.
Coordenador do Centro Polar e Climático (CPC) da UFRGS, Simões integra o grupo de especialistas que discutirá como traduzir o conhecimento científico em ações concretas de governança climática. Reconhecido internacionalmente por sua trajetória na ciência polar, o pesquisador foi recentemente eleito membro da The World Academy of Sciences (TWAS), a Academia Mundial de Ciências vinculada à UNESCO, que reúne cientistas de destaque de países em desenvolvimento.
O simpósio tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional e a construção de uma agenda comum para o Quinto Ano Polar Internacional (API-5). A presença brasileira ocorre em um momento estratégico: as mudanças aceleradas no Ártico e na Antártica têm impactos diretos sobre o clima global, influenciando o nível do mar, a circulação atmosférica e a frequência de eventos extremos — efeitos já sentidos no Brasil, como ondas de calor, secas prolongadas e chuvas intensas.
“O que acontece nos polos não fica restrito aos polos. Essas regiões funcionam como reguladores do clima do planeta e influenciam diretamente fenômenos que afetam o Brasil, da segurança hídrica à produção de alimentos”, afirma Simões.
O Polar Symposium 2026, organizado pela Fundação Príncipe Albert II de Mônaco em parceria com instituições científicas internacionais, dá continuidade a uma série de encontros voltados a aproximar o Ártico e a Antártica, promovendo o diálogo entre diferentes sistemas de conhecimento — científico e tradicional — para enfrentar desafios comuns. A edição deste ano está estruturada em três eixos temáticos voltados à definição de prioridades, implementação de ações e construção de um legado duradouro para a ciência e a sociedade polar.
A participação de Simões também reforça o reconhecimento internacional da excelência da pesquisa polar brasileira, consolidada ao longo de décadas, especialmente no âmbito do Programa Antártico Brasileiro (Proantar). A ciência produzida no país contribui para modelos climáticos globais e para relatórios internacionais sobre mudanças do clima, ampliando a inserção do Brasil nas decisões estratégicas sobre o futuro do planeta.
Além do simpósio em Mônaco, o pesquisador tem defendido a necessidade de o Brasil ampliar sua atenção ao Ártico, região que vive uma das transformações ambientais mais rápidas do mundo e ocupa posição central nas discussões científicas e geopolíticas contemporâneas. Simões destaca que compreender o Ártico é fundamental para antecipar impactos climáticos que já afetam diretamente o território brasileiro.
“A ciência brasileira tem legitimidade e responsabilidade nesse debate. Estar presente nesses fóruns internacionais é essencial para que o Brasil participe da construção das soluções globais para a crise climática”, conclui.

SERVIÇO
Participação brasileira: Professor Jefferson Cardia Simões (UFRGS)
Evento: Polar Symposium 2026 – From Arctic to Antarctic
Data: 25 a 27 de fevereiro de 2026
Local: Mônaco
Instituição: Centro Polar e Climático – UFRGS
Contatos para imprensa:
Assessoria de imprensa do Centro Polar Climático - Thayse Uchôa
Telefone: (55) (51) 98588-4277
E-mail: thayse.uchoa@gmail.com




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